terça-feira, agosto 14, 2007

Pedra, ferro e arte

As ruínas da ponte pensil vistas da ponte Luíz I, ainda há pouco.

Echo & the Bunnymen - Nothing Lasts Forever

Loa ao Porto

Que impulso de dizer-te pátria, Porto:
O corpo amuralhado de granito,
Cabelo d'água, à névoa, ao vento, exposto,
Face esculpida em grito.

Braços de ferro, arqueados, desmedidos,
Sobre o fluir dos barcos e do barro.
E um rumor antigo
Na voz das tuas ruas e mercados.

Vestes de escuro e enfeitas-te de luzes
Antes do Sol perder seu oiro pálido.
E das torres com sinos e com cruzes
Acenas ao mar largo.

Bulícios de cafés (há mais de mil)
Entornam-te nas veias graça e fogo.
E o lírico torpor dos teus jardins
Suspiros e repouso.

Que impulso de dizer-te pátria, Porto:
Coração, não de Pedro, mas de pedra
Com sangue fértil, vinho generoso
A gerar alma e terra.


António Manuel Couto Viana (1983) Entretanto entre tantos
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Post dedicado ao Francisco Curate e aos 4 anos do Daedalus: pedra, ferro e arte.

6 comentários:

  1. Valeu a pena vir ca'dar uma saltada antes de ir dormir :-) Linda foto com banda sonora a combinar.

    Quando nos das o privilegio de ler um dos teus poemas em homenagem ao Porto?

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  2. Espectacular!!! Vai uma foto de frente para completar uma possível visita interactiva? abraço,

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  3. Uma foto fantástica, bem à altura da beleza e da mística do local e da cidade!

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  4. Kate,

    Não me parece que isso vá acontecer. Beijinho transatlântico!

    PCS,

    Vai. Onde? Aqui?

    Francisco,

    Abraço e parabéns.

    Sophia,

    Obrigado!!!

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