Loa ao Porto
Que impulso de dizer-te pátria, Porto:
O corpo amuralhado de granito,
Cabelo d'água, à névoa, ao vento, exposto,
Face esculpida em grito.
Braços de ferro, arqueados, desmedidos,
Sobre o fluir dos barcos e do barro.
E um rumor antigo
Na voz das tuas ruas e mercados.
Vestes de escuro e enfeitas-te de luzes
Antes do Sol perder seu oiro pálido.
E das torres com sinos e com cruzes
Acenas ao mar largo.
Bulícios de cafés (há mais de mil)
Entornam-te nas veias graça e fogo.
E o lírico torpor dos teus jardins
Suspiros e repouso.
Que impulso de dizer-te pátria, Porto:
Coração, não de Pedro, mas de pedra
Com sangue fértil, vinho generoso
A gerar alma e terra.
António Manuel Couto Viana (1983) Entretanto entre tantos
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Post dedicado ao Francisco Curate e aos 4 anos do Daedalus: pedra, ferro e arte.
terça-feira, agosto 14, 2007
Pedra, ferro e arte
Echo & the Bunnymen - Nothing Lasts Forever
Valeu a pena vir ca'dar uma saltada antes de ir dormir :-) Linda foto com banda sonora a combinar.
ResponderEliminarQuando nos das o privilegio de ler um dos teus poemas em homenagem ao Porto?
Espectacular!!! Vai uma foto de frente para completar uma possível visita interactiva? abraço,
ResponderEliminarabsolutamente belo.
ResponderEliminarMuitissimo obrigado Jorge! Um grande abraço!!!
ResponderEliminarUma foto fantástica, bem à altura da beleza e da mística do local e da cidade!
ResponderEliminarKate,
ResponderEliminarNão me parece que isso vá acontecer. Beijinho transatlântico!
PCS,
Vai. Onde? Aqui?
Francisco,
Abraço e parabéns.
Sophia,
Obrigado!!!